O Muro, aquele que nos separa. Uma muralha que divide nossas vidas.
Inverno esse que esfria meu coração, me parte ao meio, são mil facas furando minha carne.
O Peso, tudo que carrego cada vez mais pesado, cada vez maior.
Sufocada, não posso mais respirar, busco o ar que parece não entrar em meus pulmões.
A Estrada, não consigo ver. Imagino cada passo que dou, sonho cada instante.
Desperto de um sonho, uma lágrima desliza em minha face.
A Escolha, como saber? Para onde se deve ir.
O Tempo vem como uma lâmina afiada, derramando sangue, suor cheio de tremores.
Paciência a procuro, em cada gota de sangue derramado nesta estrada.
Qual o fim disto?